sexta-feira, 28 de maio de 2010


10 dicas de como seduzir um garoto:

Ai vão algumas dicas de o que se deve fazer para deixar um menino caidinho aos seus pés. Um fiz estas dicas e vocês podem acreditar. Sou menino, e como menino digo isso: o que gosto, o que nao gosto ; o que fica legal e o que nao fica.

1) Nunca chege perto dele e va dizendo de uma vez que esta afim dele. Dê uma de desentendida e vá jogando suas indiretas. Chegue dizendo mais ou menos assim: " Olá. Ja faz bastante tempo que te vejo aque, e nao sei porque, mas você tem um lado tão inusitado que me atrai!" ( use palavras dificeis, é uma boa pra ele se render aos teus pés )

2) Não seje tão facil! Dê uma de que é dificil, Voce nunca vai me ter. Isso acaba atraindo muito mais ele pra perto de você. Mas assim, não radicalize quanto a ser difil., todo mundo tem um limite. Uma hora ele ira desistir.

3) Um charme sempre cai bem. Dê aquela olhadinha como quem nao quer nada. Jogue os cabelos de lado com um charme que só vocês mulheres teêm. E quando você vêr que ele esta preso à sua rede, dê o bote. Sera inevitavel ele nao te querer. . .

4) Esteje sempre linda. Não tem nada mais bonito que uma menina com uma maquiagem suave durante o dia. Mas com os olhos bem destacados, um brilho rosa claro nos labios e uma unha bem feita e grande( nao depende da idade ), Uma coisa bem sedutora são as unhas pretas ou vermelhas.

Aaah,
cuidado, nao tente virar emo, gotica ou estas outar coisas que existem somente para chamar mais atenção. Acabam chamando mais atenção mesmo, porem para o lado negativo.

Tente aplicar estas regras com o menino que você gosta. Logo mais, mandarei mais dicas.
Proximas dicas: dis 01 de junho de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

A cadeira do dentista

A Cadeira do Dentista

Não gosto de dentistas. Ou melhor, não gosto de tudo que esteja relacionado a consultórios... eles fazem a gente esperar horas, onde temos apenas como passatempo um amontoado de revistas Caras (ou do gênero), escutar conversas alheias, ou se distrair com a televisão sem poder optar pelo programa que vai assistir e se contentar com o que a secretária do médico ou dentista escolher (leia-se programa de fofocas). Isso quando você tem plano de saúde... Enfim... Segue uma crônica de Carlos Eduardo Novaes que, com muito humor, conta a história de alguém que tinha pavor de dentistas:



Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na ante-sala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo - tem uns seis meses -, quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.
- Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em rubis e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.
- É esse o preço de um tratamento de canal!
- Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?
Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.
Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré-molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.
A enfermeira convocou-me na sala de espera. Acompanhei-a, após o sinal-da-cruz, e entramos os dois no gabinete do dentista, que, como personagem principal, só aparece depois do circo armado.
- Sente-se - disse ela, apontando para a cadeira.
- Sente-se a senhora - respondi com educada reverência -, ainda sou do tempo em que os cavalheiros ofereciam seus lugares às damas.
Minhas pernas tremiam. Ela tornou a apontar para a cadeira.
- O senhor é o paciente!
- Eu?? A senhora não quer aproveitar? Fazer uma obturaçãozinha, limpeza de tártaro? Fique à vontade. Sou muito paciente. Posso esperar aqui no banquinho.
O dentista surgiu com aquele ar triunfal de quem jamais teve cárie. Ah! Como adoraria vê-lo sentado na própria cadeira extraindo um siso incluso! Mal me acomodei e ele já estava curvado sobre a cadeira, empunhando dois miseráveis ferrinhos, louco para entrar em ação. Nem uma palavra de estímulo ou reconforto. Foi logo ordenando:
- Abra a boca.
Tentei mas a boca não obedeceu aos meus comandos.
- Não vai doer nada!
- Todos dizem a mesma coisa - reagi. - Não acredito mais em vocês!
- Abra a boca! - insistiu ele. Abri a boca. Numa cadeira de dentista sinto-me tão frágil quanto um recruta diante do sargento do batalhão.
Ele enfiou um monte de coisas na minha boca e tocou o dente com um gancho.
- Tá doendo?
- Urgh argh hogli hugli.
Os dentistas são tipos curiosos. Enchem a boca da gente de algodão, plástico, secadores, ferros e depois desandam a fazer perguntas. Não sou daqueles que conseguem responder apenas movendo a cabeça. Para mim, a dor tem nuances, gradações quem vão além dos limites de um sim-não.
- A anestesia vai impedir a dor - disse ele, armado com uma seringa.
- E eu vou impedir a anestesia - respondi duro segurando firme no seu pulso.
Ele fez pressão para alcançar minha pobre gengiva. Permaneci segurando seu pulso. Ele apoiou o joelho no meu baixo ventre. Continuei resistindo, em posição defensiva. Ele subiu em cima de mim. Miserável! Gemi quase sem forças. Ele afastou a mão que agarrava seu pulso e desceu com a seringa. Lembrei-me de Indiana Jones e, num gesto rápido, desviei a cabeça. A agulha penetrou na poltrona. Peguei o esguinchador de água e lancei-lhe um jato no rosto. Ele voltou com a seringa.
- Não pense que o senhor vai me anestesiar como anestesia qualquer um - disse, dando-lhe um tapa na mão.
A seringa voou longe e escorregou pelo assoalho. Corremos os dois para alcançá-la, caímos no chão, embolados, esticando os braços para ver quem pegava a seringa. Tapei-lhe o rosto com meu babador e cheguei antes. A situação se invertera: eu estava por cima.
- Agora sou eu quem dá as ordens - vociferei, rangendo os dentes. - Abra a boca!
- Mas... não há nada de errado com meus dentes.
- A mim você não engana. Todo mundo tem problemas dentários. Por que só você iria ficar de fora? Vamos, abra essa boca!
- Não, não, não. Por favor - implorou. - Morro de medo de anestesia.
Era o que eu suspeitava. É fácil ser corajoso com a boca dos outros. Quero ver continuar dentista é na hora de abrir a própria boca. Levantei-me, joguei a seringa para o lado e disse-lhe, cheio de desprezo:
- Você não passa de um paciente!

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The end